terça-feira, 28 de dezembro de 2010

O que quero

Eu não quero ser
Mais uma pessoa no mundo
A seguir este capitalismo selvagem
Nem acumular riquezas
Nem ser o que não sou
Só para agradar os outros

Eu quero crescer a cada dia
E buscar a felicidade nas coisas mais simples da vida
Eu não quero ser mais uma pessoa hipócrita
Que só fala e não faz

Quero a ingenuidade das crianças
A leveza da brisa
A paz do aconchego de uma árvore
Não quero muito
Eu só quero é a ti
Natureza!
Pois em ti eu vejo o verdadeiro amor, sem falsidades
Sem o fingimento
Sem aquilo que o homem é capaz de fazer só por convencimento
Pois tu natureza
Não precisa ser mais nada
Só o que tu és já é a prova de que há um ser superior
Magnificamente poderoso e amoroso
Que foi capaz de criar a diversidade
E ela ser motivo
De tanta beleza!

Cansei de buscar nos homens essa tal felicidade
Nos homens não há nada que se esperar
Mas em ti, ó natureza!
Estarei repleta!